Cidade da Areia Branca

“Instruções Para Fazer Eternos um Livro, uma Rosa e a Si (ou Invocação para uma Praia de Areia Branca)”

Tome nas mãos meu livro antigo de estórias
Arranque e rasgue a folha, engula os pedaços.
Atraque os barcos-versos nos portos da Memória
Digere este poema ; Carrega-o em teus passos.

Aspire de uma rosa o aroma, e em seguida
atire ao fogo o corpo ímpio da flor impura.
O perfume é estilhaço da alma partida
Fugindo da prisão do corpo à queimadura.

Há de haver uma praia onde não ande a Carcaça,
Onde caminha livre o amante da alvorada
Onde ele canta e ri, livre desta mordaça.

Há de haver uma praia, orla de areia eterna,
(Porque há Equilíbrio, e a Carne já tem sua morada)
Abrigo de minh’Alma e luz para esta caverna.

Derium, O Bardo ouviu este poema em uma de suas muitas viagens. É um verso clássico silvanesti de autor desconhecido.

Cidade da Areia Branca

Forja do Futuro PedroSette